O cenário de varejo na China, como no resto do mundo, está mudando rapidamente. Com o crescimento de gigantes do comércio eletrônico, como o Alibaba e o JD.com, o varejo tradicional está sendo ameaçado. Por exemplo, o Alibaba, a maior empresa de comércio eletrônico da China, tem mais de meio bilhão de usuários ativos somente naquele país. A Wanda, com seus principais negócios baseados no varejo físico, via o espaço O2O (online para off-line, ou a oportunidade de direcionar negócios online para lojas físicas) como uma oportunidade. Mas como poderia alavancar melhor seus ativos físicos existentes e incorporar oportunidades digitais?
A questão mais ampla
A moderna transição de varejo da China começou com a abertura da economia nos anos 80. No espaço de algumas décadas, pequenas lojas locais foram substituídas por grandes lojas de departamento de estilo quase soviético, que por sua vez foram eclipsadas por shopping centers no início dos anos 2.000. Com o varejo físico ainda em evolução, o e-commerce explodiu em cena, aproveitando a falta de infraestrutura no varejo físico para atender à demanda reprimida e aos gargalos. Hoje, a China possui mais de 770 milhões de usuários de internet, e quase 70% dos usuários de internet também fazem compras online.
No início dos anos 2000, Wanda começou a construir seu império de shopping centers. Quando o espaço de varejo nas cidades de nível 1 e 2 (classificações de cidades chinesas, sendo as de nível 1 cidades como Pequim e Xangai) ficou superlotado, a empresa encontrou oportunidades nas cidades de nível 3 e 4 e expandiu-se. Mas tinha que ficar de olho na competição do e-commerce. Os gigantes do e-commerce da China não apenas dominavam o espaço online, mas também estavam entrando no espaço físico. A linha entre o varejo online e off-line estava se tornando indistinta, e havia uma corrida para ver quem conseguia navegar com sucesso pelo mundo online e off-line.
Autor: https://exame.abril.com.br/negocios/o-gigante-chines-wanda-e-a-nova-realidade-do-varejo/